domingo, 20 de setembro de 2009

O limãozão

O limãozão.

Escrevi isso vendo Caminho das Índias, peço um desconto.

Pra variar, não entendi o último parágrafo do texto morangólico.

Mas enfim, antes o limão ao morango, pois é o azedume do limão o que mais apreciamos nele. Apesar das tentativas, quase sempre frustradas, de se adoçá-lo.

Peço mais uma vez sua licensa, paciente leitor. Não sou daqueles que acredita na docura da vida, mesmo vindoura (e não porvindoura, diria um certo professor processualista) de um azedume.

Vejo o destino como um limãozão (a idéia era grande limão, mas acredito que limãozão expressa melhor a idéia). Um limãozão que temos que chupar. E não nos resta alternativa, estimado leitor (ou leitora, já que eu acho que será somente uma), a não ser chupá-lo.

Os prazeres da vida não são nada mais do que tentativas de adoçar o limão. Usa-se açúcar, ou adoçante, o efeito é o mesmo. Tenta-se enconder o azedume de passar um dia atrás do outro com a artificialidade de um condimento abundante, ou até mesmo artificial. Podemos também utilizar o mel, e ficarmos aliviados, pois a doçura da vida viria de forma natural, ainda que uma intervenção esperançosa. Alguns tentam, inclusive, na mistura com uma certa bebida feita de agave, se embriagar, perder a consciência do azedo, utilizando-o para potencializar o efeito alienador, o torpor, da tal bebida. Porém, nada disse nos desvia do fato de que o limão é azedo!

Aprendamos a conviver com o azedume! Aprendamos a fazer uma limonada, azeda, claro, do limão da vida. Façamos careta ao primeiro gole. Bebamos um copo, dois três. Gostemos do limão, pois é a única coisa que temos de verdadeiro. Um limãozão.


Chupamos o limão juntos,
Gilberto Gomes.


ps pra gabi: o que eu tiro do texto? preciso de ler mais filosofia, preciso fundamentar tudo isso daí.

ps2: terminei o texto vendo Zorra Total...

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