Avisem à srta. Hedler que é disso que eu estou falando.
Há o ditado: "Uma andorinha só não faz verão".
E não faz mesmo. Na verdade eu nunca entendi direito essa frase aí, o que que a andorinha tem a ver com verão??
Mas voltando ao assunto do texto. Não se muda o mundo sozinho. Não se muda a mentalidade das pessoas sozinho. Mesmo acompanhado, e de muitos, é uma tarefa árdua (besteira, é impossível mesmo)
Esse tempão que eu fiquei sem escrever aconteceram algumas coisas, e a maioria delas me faz compreender. Não gosto da vida que levo. Uma amiga que tenho me disse que é fácil mudar isso: é só mudar o jeito que vive, oras, fazer alguma coisa. Não acho que seja bem assim.
Nós somos aquilo que as pessoas acham que nós somos. Por isso somos multi-facetados. Por isso somos falsos. Por isso somos egoístas.
Minha maior esperança é que minha vida mude na entrada à universidade. Novos ares, novas pessoas, novas idéias. Mas a cada dia que passa vejo que esse é um ledo engano. As pessoas que me modelam, que me fazem, encontram-se dentro de minha casa. Minha família me modela.
É uma relação um tanto quanto esquisita de se entender. Eu os adoro todos. Meu relacionamento com eles, no geral, é muito bom, nada de grave a se reclamar não. O problema é que o filho lindo e maravilhoso que eles têm é um cara que não tem nada lá fora. Não se ofendam os que se acham algo para o pobre escritor. A questão de ter nada é por SER nada.
Adoraria ter um mês, um dia que seja, para viver a vida de outras pessoas. Não importa quais sejam. Um mês um perdedor maior que eu próprio. No outro, o senhor músculos com cerveja. Ser podre de rico num dia. Ser podre no outro.
Meu sonho é poder escolher na prateleira a vida que quero viver. Deixar para trás tudo que contruí até agora. Do que adianta ter um futuro brilhante, se por dentro tudo é fosco, apagado, sem graça.
Quero deixar a posição de espectador do mundo para ser agente. Paciente que seja, quero me ver no meio. Deixar de ser o cara procurado na hora das dúvidas de química pra ser o cara procurado na hora da sacanagem.
Estou marcado a ser eu mesmo enquanto minhas raízes persistirem.
26/06/2008
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